Agitos da Gávea











{novembro 30, 2006}   Entrada da PUC vira diversão para meninos de rua

Há alguns meses alunos da PUC e visitantes da região em torno da faculdade vêm sofrendo com “intimidações” e “desaforos”. Tudo isso porque um grupo de meninos e meninas de rua passam o dia na principal entrada da faculdade pedindo dinheiro e implicando com todos que por ali passam. “Eu não posso nem sair para comer, dar uma volta que essas crianças vêm pra cima de mim pedir dinheiro ou  sufocar o que eu to comendo”, afirmou o estudante do quinto período de Desenho Industrial da Pontifícia Universidade Católica, Breno Magacho. 

pivetes-puc-1.JPGComposto em sua maior parte por menores, alguns visivelmente menores até de 10 anos, o grupo utiliza sintéticos dentro de garrafas plásticas e age como se quisesse amedrontar todos que por ali passam. “É um absurdo notarmos que a juventude do nosso país seja tão desigual. Não só a juventude mas todo o país, mas mesmo assim não sei o que fazer. Dar dinheiro nem sempre é a melhor forma de ajudar, por isso prefiro dar um salgado e assim garantir que o dinheiro está sendo usado para comer”, disse o estudante do quinto período de Direito da PUC, Mario Assis. 

“Esse cenário é triste, mas é a conseqüência de anos de descaso com o cidadão no nosso país. O nosso país só pensa em ser assistencialista e ao invés de dar dignidade as pessoas dando emprego, prefere dar esmola. Aí, acontece essas coisas que a gente já está até acostumando”, descreveu a estudante de Comunicação da PUC, Michelle Guyt.

Tudo isso incomoda todos os freqüentadores e comerciantes na área da faculdade, mas ninguém pode fazer nada para melhorar esse quadro. Enquanto esperam alguma ação por parte das autoridades competentes, resta aos moradores e freqüentadores da gávea aturar os desaforos e intimidações a cada vez que tentam chegar e sair da faculdade. E assistir até onde tudo isso vai chegar. 

Por Milena Veloso

Foto: Carolina Ruiz 



eu says:

ae, revisa esse seu texto



manutenSOM says:

Uma forma de melhorar esse quadro é não dar nada, e ignorar a presença deles – como podem reclamar que o governo dá esmola, se vocês também dão?
eles estão aí porque há demanda de esmola no local – se ninguém der nada, eles vão aí fazer o que?? para quê abrir uma padaria no deserto, sem clientes?



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