Agitos da Gávea











materia-fabio.jpgO Festival de Primavera 2006 da PUC-Rio abriu espaço para diferentes formas de manifestações culturais, dentre elas a música, a fotografia, o teatro, o cinema, o circo e a poesia. As inscrições para o festival foram abertas para todos os alunos da PUC-Rio, porém os materiais foram analisados e selecionados previamente. As revelações musicais se apresentaram no ginásio da Universidade durante o período do evento, de 23 a 27 de Outubro.

O Hip-Hop irreverente e criativo de Ignacio Loyola Neto, o Nanaco, estudante do 7º período de Publicidade, foi um dos destaques este ano. Cantando a vida boa e o cotidiano do playboy, o Mc abordou em seu show temas como a night carioca, nas músicas “Minha vida é uma festa” e “Vida de putão”, e pegação, nas canções “Sem lisura, que loucura” e “Quem pode, pode”. Também não deixou de lado canções que falam de um assunto polêmico, a corrupção. Em “De playboy pra político”, o futuro publicitário aproveitou para fazer uma crítica ferrenha aos recentes escândalos de corrupção no país.

- Faço do Hip-Hop meu porta-voz. Falo o que sinto e penso, diversas vezes sou irônico. Muitas pessoas acham que tiro onda de playboy, mas se pararem para pensar, verão que faço uma sátira à nossa sociedade – disse Nanaco. O estudante comentou ainda que, na atual situação do Brasil, é necessário conscientizar a garotada de 13 e 14 anos, pois ela será o futuro da nação.

Segundo ele, a idéia de virar Mc foi influenciada pelos seus amigos, que gostaram de uma música sua feita em uma viagem. A letra falava sobre o passeio. A partir de então, Nanaco decidiu investir na área musical, onde tem como ídolos Tupac e Usher (ambos do Hip-Hop), e Ray Charles (Black Music).

Sobre o áudio do show na PUC-Rio, alvo de muitas críticas, disse estar melhor do que em muitos locais que já se apresentou. – Show ao vivo é assim mesmo – alertou Nanaco.

O jovem mostrou-se agradecido pelo carinho dos fãs, prometendo shows brevemente. Assegurou ainda que terá novidades na área. Em primeira mão ao Agitos da Gávea, citou o nome de sua próxima canção: Roda de bebida.

Para contratar o show de Nanaco, o telefone é (21) 93589522 – falar com Vitor. E para quem quiser conhecer um pouco mais sobre seu trabalho, basta consultar o seu site: www.tramavirtual.com.br/nanaco. Suas músicas estão disponíveis para download.

Por Fábio Goulart

Foto: Milena Veloso



{Outubro 30, 2006}   Agitos da Rede

Com a ajuda da internet, por meio de sites como o “You Tube”, que permite ao usuário transmitir seu vídeo para toda a rede, gratuitamente, muitos universitários estão podendo apresentar seu trabalhos para o mundo. É o caso de dois filmes elaborados por alunos do 3º período de Comunicação Social da PUC-Rio. Juntos, eles já somam mais de 2.500 espectadores. Esses trabalhos são “Ao Pé” e “O Homem do Pilotis”.

Através de informação boca a boca e e-mail a e-mail, esses filmes estão ganhando nome nos corredores da ala Kennedy da faculdade. Apesar de abordarem temas totalmente distintos, ambos os trabalhos têm caído no gosto dos alunos e professores. “Ao Pé” é um mini-documentário, uma singela homenagem aos nossos pés, mas não deixa de lado o humor. Já “O Homem do Pilotis” é um trailer de um filme de suspense fictício, que capricha na produção, apresentando grandes atuações e uma ótima direção.

Para Ana Rosa, uma das idealizadoras de “Ao Pé”, a liberdade de escolha do tema é a chave para a criatividade ganhar espaço. “Acho que nós só conseguimos alcançar bons resultados porque o tema era livre, sem amarras e tentamos fazer um filme diferente do usual. A Lacy Barca (professora de Comunicação Audiovisual) nos deu total liberdade para criação, aí nós abusamos, escrevemos o roteiro depois de o filme rodado”, brinca.

Em “O Homem do Pilotis” a ajuda dos amigos, mesmo não sendo do grupo, foi essencial. “Só como vítimas tivemos quatro atrizes e todas fizeram sua parte com a maior boa vontade. O bom do ambiente da faculdade é que quando você precisa, sempre tem com quem contar”, diz Pedro Franco, que atuou e dirigiu no curta.

Na semana passada o filme “Ao pé” foi exibido em um festival não competitivo de curtas na Universidade Federal Fluminense. Para quem ainda não assistiu aos trabalhos, corram atrás porque a diversão é garantida.

“Ao pé”Realizadores: Antônio Campos, Jonas Louzada, Sérgio Luz e Ana Rosa.

“O Homem do pilotis” Realizadores: Pedro Franco, Adolfo Fuzinatto, Marcelo Zylberberg, Yuri Zani e Érica Piauí.

Por Sérgio Luz



{Outubro 23, 2006}   Um pedaço da Lapa na PUC

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Durante este ano, o samba de raiz vem ocupando um espaço maior nas noites cariocas e no cenário da música de uma maneira geral no Rio. Os redutos boêmios, em especial a Lapa, estão “entrando na moda” e sendo cada vez mais procurados não só pelos tradicionais amantes das gafieiras, mas também pelos jovens que estão descobrindo a admiração e o gosto por esse estilo musical.  Para os estudantes da PUC que curtem o gênero, o Centro Acadêmico de Comunicação Social (CACOS) criou uma opção de entretenimento longe dos famosos redutos boêmios da cidade. O evento conhecido como “Samba do CACOS” faz a casinha do centro acadêmico virar um espaço para os amantes do samba curtirem um som ao vivo e socializarem com estudantes de todos os cursos da faculdade.   

A idéia do evento surgiu no início do ano passado quando, durante a reforma do Centro Acadêmico, foi decidido colocar um tablado dentro da casa. Com o pequeno “palco” instalado, os músicos (e aspirantes) encontraram na casinha um local para pequenas apresentações. A partir daí, aos poucos o C.A foi ganhando iluminação para pequenos shows. A escolha pelo samba, segundo o co-fundador e organizador do evento, Manoel Caetano, surgiu como conseqüência de todo o resto. “As pessoas chegavam com seus instrumentos e o samba ia surgindo. Daí o público passou a aparecer na casinha para ouvir o sambinha, que terminou se encaixando no perfil da galera que freqüenta o lugar”, conta Manoel.  

O pequeno tablado hoje é palco para várias bandas se apresentarem. Os músicos que participam concordam que o Samba é uma oportunidade para os alunos curtirem uma boa música e socializarem. Afinal, o samba já virou tradição na Vila dos Diretórios da Faculdade, e vem atraindo pessoas de dentro e fora da faculdade. 

 - Eu acredito que o que realmente atrai a galera é o fato de ser dentro da PUC. A universidade é um ambiente jovem, freqüentado por gente jovem. Tem aquele pessoal que vai porque já está lá mesmo. Tem a galera de fora que vai porque os amigos chamam. Enfim, o Samba acabou virando um “pré-night” para o pessoal nas sextas de noite. – explica Gustavo Freitas, 22 anos, aluno de Engenharia do CEFET, e integrante da banda “Calço de Mesa”, que toda a semana se apresenta na Lapa, e esporadicamente toca no evento da PUC.

Os alunos da Universidade aprovam o Samba do CACOS, “Eu só acho que as bandas podiam variar um pouco o repertório e que podia ser num lugar maior. Mas no geral, o Samba é muito legal”, afirma Laura Rios, 19 anos, aluna de Comunicação da PUC, que freqüenta o samba sempre que pode. Hoje, o evento acontece alternadamente às sextas-feiras, das 19h às 23h.  O C.A tenta sempre atender aos pedidos dos alunos. Atualmente outros eventos com diferentes estilos musicais vêm sendo organizados e já começaram a acontecer (como por exemplo, o “CACOS Eletrônico”, para os amantes da música eletrônica).  

- O CACOS busca fazer do centro acadêmico não ser só um lugar de discussões acadêmicas, mas também ser um lugar de socialização para a galera. A gente tenta atender aos pedidos que surgem, mas eu acredito que o samba vai sempre ser o estilo que realmente atrai a galera. – conta Manoel.  

Por Carolina Ruiz 

Agitos da Gávea agradece: Foto por Flávio Heydt Pingarilho (Revista Pilotis)



{Outubro 23, 2006}   A boa de todas as quintas

 Com mais de 12 anos de existência, o “Pires”, apelido carinhoso dado pelos alunos da PUC-Rio, é um bar na rua Marquês de São Vicente que acolhe os agitos dos universitários da Gávea. Os alunos mantêm a tradição de se encontrar no local e lá permanecem por toda a noite. O Rainha do Mar, seu nome original, foi assim batizado por causa do português conhecido como Seu Pires, antigo dono do estabelecimento. Mesmo tendo voltado para Portugal, o nome popular não saiu da cabeça dos freqüentadores, os quais o chamam carinhosamente até hoje desta maneira.           

A quinta-feira já consagrada no bar não tem um motivo formalizado. Alguns dizem que é por ser o início de toda a “agitação” do final de semana que está chegando, outros afirmam que é porque a quinta-feira é o único dia da semana em que todos os períodos da maioria dos cursos de graduação da faculdade têm aula simultaneamente. Qualquer que seja o motivo, o fato é que a quinta-feira reúne estudantes da PUC-Rio, simpatizantes e os seus já conhecidos garçons Francisco Marcolino da Silva, mais conhecido como Marcolino, e José Marcolino da Silva, o famoso Romário, irmãos que fazem a alegria da galera. 

romario-e-marcolino.jpg“Trabalho no bar faz seis anos, meu irmão há sete. Cada quinta que passa conheço novas pessoas. A rapaziada é muito simpática, e isso faz com que me sinta mais satisfeito em trabalhar aqui no Rainha do Mar”, declarou Marcolino. 

A estudante do segundo período de Comunicação da Universidade Católica, Mariana Macieira, freqüentadora assídua do local, após ouvir o comentário de Marcolino, completou: “O clima na quinta é muito bom, muito animado, encontro amigos e também conheço pessoas novas. Assim termino minhas quintas em um clima legal e relaxante.” Ela é uma das apreciadoras de uma badalação e uma cervejinha gelada de qualidade na quinta. 

“Tenho muitos amigos da PUC e venho até o Pires para passar as quintas com eles e sempre me divirto muito! Mesmo quando chove!”, disse a estudante de Direito da Cândido Mendes Thielle Motta. 

Repleto de gente bonita e interessante, em um clima de total descontração, assim são todas as quintas-feiras aconchegantes no conhecido Pires. É, portanto, uma ótima dica de socialização e de diversão no bairro da Gávea.

Por Milena Veloso 

Foto: Fábio Goulart



etc.