Agitos da Gávea











{novembro 30, 2006}   Gávea “Cult”

Fundado em 1990, o Instituto Moreira Salles é uma entidade sem fins lucrativos que busca promover e desenvolver atividades culturais em diversas áreas, como fotografia, cinema, artes plásticas, literatura, etc. Walther Moreira Salles (1912-2001) fundou o primeiro IMS em São Paulo em 1990, hoje a instituição é mantida pelo Unibanco e tem sedes em 3 estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O Centro Cultural do Rio fica localizado na Gávea, é o maior espaço Moreira Salles em todo o país: com 3.000 metros quadrados de prédios e jardins que somam uma área 10.500 metros quadrados.  Tudo numa magnitude que encanta qualquer um que visitar.

moreira-salles.jpgO IMS-Rio é a opção certa para quem curte um programa mais cultural e tranqüilo. Na casa encontram-se salas de exposição, sala de aula, biblioteca, auditório, cafeteria, loja de arte, ateliê e dependências para hóspedes, e é a única sede do instituto que abriga uma Reserva Técnica Fotográfica e uma Musical de alta tecnologia.

Para quem quiser conferir, o instituto fica localizado na rua Marquês de São Vicente, número 476, e funciona de terça a domingo, das 13:00h até as 20:00h.

E para quem quer conhece outras atuações do IMS, existem salas de cinema e galerias de arte espalhadas pela cidade. Para maiores informações, é só acessar o site do IMS, e também para conferir os endereços das salas de cinema e das galerias e suas respectivas programações. O último cinema inaugurado pela fundação foi o Unibanco Arteplex em Botafogo, digno de uma visita. Assim como vale muito à pena conhecer e passar uma tarde no IMS-Rio na Gávea, a cultura fica por conta da casa.

 

Por Carolina Ruiz

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP: 22451-040 – Rio de Janeiro-RJ
Tel: 3284-7400 – Fax: 2239-5559.



Fundado em 16 de julho de 1868, o Jockey Club Brasileiro foi idealizado por um grupo de cidadãos nobres interessados em corridas de cavalo. Em 6 de março de 1885 surgiu o Derby Club. Este, instalou-se numa área vasta, onde hoje se encontra o Maracanã. O Derby Club funcionou 47 anos, até que se fundiu com o Jockey Club. Foi desta união que surgiu o atual Jockey Club Brasileiro em 1932, tendo seu prado localizado na Gávea.

De todos os Grandes Prêmios realizados no local, o mais importante é o Grande Prêmio Brasil, marcado sempre para o mês de agosto. Tal prova tornou-se a maior expressão do turfe nacional, sendo conhecida mundialmente. Em dia de GP Brasil o hipódromo fica lotado, o público ultrapassa o número de 50.000 pessoas.

- Não perco um só GP Brasil. É uma prova que não se caracteriza apenas pela corrida em si, mas o glamour toma conta do Jockey – disse Paulo Bragança, criador de cavalos.

O primeiro Grande Prêmio Brasil foi realizado em 1933, no dia 6 de agosto, com dotação de 300 contos de réis. O vencedor foi o cavalo “Mossoró”, que segundo se fala quase foi levado no colo pela multidão.

Hoje, o Jockey Club Brasileiro realiza as suas corridas às segundas-feiras à noite, a partir das 18:30, às sextas-feiras à tarde, a partir das 16:30, e aos sábados e domingos, a partir das 14 horas.

O Jockey está situado no bairro da Gávea – Praça Santos Dumont, 31. Rio de Janeiro – RJ.

Tel: (21) 2512-9988

Por Fábio Goulart



A Casa da Gávea é um centro artístico aberto ao debate projeto-teatro-escola-itinerante-casa-da-gavea.jpge a difusão das mais variadas formas de arte e de cultura. Situada na Praça Santos Dumont, bairro da Gávea, o local é hoje um dos mais importantes incentivadores da arte no Rio de Janeiro. Exemplos disso são os ciclos de leitura, cursos, produções teatrais, filmes, vídeos, edições de livros, programas de rádio, exposições, shows, musicais e projetos sociais, como o “Teatro Escola Itinerante”, que consiste em levar para diferentes cidades espetáculos precedidos de oficinas, workshops e palestras.

Criada em 1992, a Casa da Gávea funciona em um prédio de 1922 (ano da Semana de Arte Moderna). Sua primeira contribuição com a sociedade carioca foi um seminário sobre “Ética”, que ocorreu no mês de sua inauguração, março.

O Centro artístico-cultural vem, cada vez mais, formalizando novas parcerias. Dentre as mais conhecidas estão o Ibase, a Petrobrás, a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Unicamp, a Fundec e O Globo, produzindo vídeos e realizando cursos para a população.

- A Casa é um espaço de todos nós. É um refúgio da arte diante das mediocridades da sociedade atual – disse Helena Tamer, Psicóloga e Pintora.

Em colaboração com estas entidades, em convênios com instituições internacionais, alguns projetos já estão sendo iniciados, na área de vídeos de ficção, documentários e longa-metragem.

A Casa da Gávea firma um compromisso no sentido de promover o desenvolvimento da atividade artística, na procura de novos caminhos, de forma mais honrosa e gratificante.

Por Fábio Goulart

Casa da Gávea: Praça Santos Dumont, 116 sobrado – Gávea. Tels: (21) 2239-3511 ou (21) 2512-4862 – e-mail: casadagavea@casadagavea.org.br 



{novembro 30, 2006}   Capoeira na Gávea

A cultura afro-brasileira chama a atenção por onde passa, ecapoeira-20.JPG encanta a todos que com ela têm contato. Na capoeira isso fica bem claro. A dança criada pelos escravos negros durante a colonização do Brasil como forma de treinarem seus movimentos de luta sem o conhecimento de seus feitores atravessou os séculos e hoje virou forma de arte e afirmação da cultura brasileira. Atualmente a capoeira é vista como esporte, dança, arte, luta e música, mas, principalmente, é usada como forma de solidariedade, gerando a integração social entre as diferentes classes sociais.

Os moradores e freqüentadores da Gávea que já conhecem ou querem conhecer o ritmo já têm uma opção bem próxima de casa. Em frente ao Planetário, debaixo do viaduto do Minhocão fica localizado o Galpão das Artes Urbanas Hélio G. Pellegrino, também conhecido como Galpão das Artes Recicladas.

Criado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e mantido pela Comlurb, o Galpão existe desde 2002 e oferece exposições de murais e esculturas feitas com materiais reciclados, oficinas de artesanato e outras atividades culturais. Dentre elas, a instituição oferece aulas e rodas de capoeira para todos os que se interessarem.

capoeira.JPGQuem quiser chegar para conferir será muito bem recebido pelo Mestre Nestor, organizados das atividades que envolvem a capoeira no Galpão. De segunda a sexta-feira, os mestres Nestor, Chacal, Gil Velho e Garrincha dão aulas em horários que variam entre 17:30h até as 10:00h. Segunda, quarta e sexta-feiras, Chacal dá aula para as turmas de 17:30h até 19:00h e o Mestre Nestor lidera os alunos entre 19:30h até as 21:00h. Terça e quinta-feiras, Gil Velho oferece aulas entre 18:00h e 19:30h, e Garrincha ensina a galera entre 20:00h e 22:00h.

Para freqüentar os preços variam entre R$ 80,00 e R$ 100,00 mensais. Nas quartas-feiras a partir das 21:00h rolam oficinas de Maculelê e rodas de capoeira abertas ao público. A camisa e a calça do grupo do Mestre Nestor custam respectivamente R$ 20,00 e R$ 45,00.

Quem se interessar, mas estiver na dúvida e quiser conhecer mais um pouco das aulas, pode chegar e conversar com o Mestre Nestor sobre a disponibilidade de aulas experimentais antes da matrícula. Mas para quem já conhece a capoeira, gosta e curte participar, a diversão é garantida ao som de um berimbau e um pandeiro, que criam o ritmo que palma nenhuma consegue deixar de bater.

Texto e fotos por Carolina Ruiz

maiores informações: Galpão das Artes Urbanas



{novembro 30, 2006}   Trabalho Voluntário

A triste realidade brasileira, em uma sociedade calcada na disparidade econômica e social, no abismo criado entre ricos e pobres, que são a grande maioria, muitos vivendo em condições de miséria, tem despertado cada vez mais o interesse de jovens universitários pelo trabalho voluntário.  A ONG Consciência Cidadã, situada na Puc-Rio, é um exemplo disso.

A idéia foi criada por alunos da disciplina de Direito Constitucional. Frustrados por constatarem que quase nada do que aprendiam era colocado em prática, os alunos resolveram fazer algo para mudar essa perspectiva. No início de 2001 surgia o Projeto Consciência Cidadã, onde eram oferecidas aulas de direitos humanos para alunos de 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental da rede pública, em escolas da Gávea.

consciencia2.jpg

A iniciativa tomou maiores proporções, e em 2004 foi criada a ONG Consciência Cidadã. O então projeto homônimo passou a se chamar Oficinas, oferecendo aulas para alunos de 5ª a 8ª séries, que têm o intuito de passar valores como cooperação, solidariedade e os direitos e deveres do cidadão.

Há dois anos praticando o trabalho voluntário, Roberto Gevaerd, 22 anos, aluno do 2º período de Administração de Empresas da Puc-Rio e Diretor Financeiro da ONG, começou a participar do projeto para contar créditos como atividade complementar do curso de Direito. “No começo eu dava aulas de cidadania, abordando temas como dignidade humana e auto-estima. Gostei do trabalho e não saí mais”, diz.

Hoje, o Projeto Oficinas tem a duração de um ano, dividido em quatro etapas que abordam os seguintes temas: valores humanos, meio-ambiente, qualidade de vida e noções de cidadania. Cada oficina tem a duração de 50 minutos e é oferecida uma aula por semana.

Para participar do projeto, basta ter boa vontade e estar disposto a contribuir. Profissionais e alunos de qualquer área podem entrar no projeto. O trabalho é não-remunerado e tem uma carga horária semanal de 6 horas.

Por Sérgio Luz

Contato: contato@consciênciacidada.org.br 

Mais informações sobre o projeto: www.conscienciacidada.org.br



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